
"(...) caminhava e compreendia algo que antes só havia entendido em suas leituras da tragédia grega clássica: como é fácil a vida virar para um lado em vez de virar para o outro, como é acidental o destino de uma pessoa... em contrapartida, como o destino pode parecer acidental quando as coisas não podem deixar de ser o que são. Ou seja, Coleman caminhava sem compreender nada, sabendo que não conseguiria compreender nada, ainda que imbuído da ilusão de que teria compreendido metafisicamente alguma coisa muitíssimo importante a respeito da sua teimosa decisão de determinar o seu próprio destino se... se fosse possível compreender essas coisas."
do narrador d'a marca humana -- página 164, companhia das letras, 2007, tradução do paulo henriques britto -- sobre coleman silk, personagem do livro fascinante do philip roth. há poucos meses li o animal agonizante, também traduzido pelo paulo henriques britto, e foi aí que comecei a conhecer esse autor que já se tornou o meu mais novo escritor preferido. na listinha das próximas leituras estão: homem comum e fantasma sai de cena.
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Friday, June 20, 2008
tirando o pó ou... do caráter acidental do destino
Posted by
joice
at
11:59 am
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Labels: leituras, literatura, philip roth
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