
"(...) caminhava e compreendia algo que antes só havia entendido em suas leituras da tragédia grega clássica: como é fácil a vida virar para um lado em vez de virar para o outro, como é acidental o destino de uma pessoa... em contrapartida, como o destino pode parecer acidental quando as coisas não podem deixar de ser o que são. Ou seja, Coleman caminhava sem compreender nada, sabendo que não conseguiria compreender nada, ainda que imbuído da ilusão de que teria compreendido metafisicamente alguma coisa muitíssimo importante a respeito da sua teimosa decisão de determinar o seu próprio destino se... se fosse possível compreender essas coisas."
do narrador d'a marca humana -- página 164, companhia das letras, 2007, tradução do paulo henriques britto -- sobre coleman silk, personagem do livro fascinante do philip roth. há poucos meses li o animal agonizante, também traduzido pelo paulo henriques britto, e foi aí que comecei a conhecer esse autor que já se tornou o meu mais novo escritor preferido. na listinha das próximas leituras estão: homem comum e fantasma sai de cena.
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Friday, June 20, 2008
tirando o pó ou... do caráter acidental do destino
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joice
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11:59 am
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Labels: leituras, literatura, philip roth
Monday, July 09, 2007
i will
se eu já andava intrigada e curiosa a respeito das excentricidades e bizarrices afiadas do controvertido e provocador escritor inglês will self, agora então com a aparição dele na flip nem se fala. sobretudo após o relato telefônico do meu amigo wag ontem e ainda após ter lido isso:
"Com um vozeirão de locutor de rádio e um olhar de psicopata, Will Self dedica-se a inventar mundos bizarros, insólitos, terroríficos. Diz barbaridades, horrores, com a cara mais séria do mundo, até que o absurdo que ele vai tecendo dê alguma pista para que se penetre na ironia. Uma espécie de Kafka punk. O homem inspirava tanto terror que não havia outra reação possível que não as gargalhadas." (no blog o biscoito fino e a massa)
e isso:
"O inglês pontiagudo não perdeu o rebolado nem diante de uma provocação ousada disparada por alguém da platéia: "Por que vocês ingleses teimam em acreditar nessa falsa superioridade?". Respondeu esta e outras perguntas da mesma forma que escreve seus livros: inventando um universo próprio onde navega à vontade por idéias exageradas. Falando nelas, é dele a cena onde um morto fica desesperado quando descobre que chegou do outro lado ainda com uma das piores pragas da sua fase de mortal: os dentes, em "Como Vivem os Mortos" (2005)." (no blog do tas)
ou seja, não tem outro jeito. bora lá abrir a mão e comprar um livro do moço!
no blog do tas, muito boa também, apesar de curtinha, a entrevista que ele fez com o robert fisk, onde este afirma: "Eu não uso internet." ..e continua...
"Tas: O que você está dizendo?
Fisk: Nem internet, nem e-mail. Uso intensamente apenas o celular. As pessoas me acham qualquer hora em qualquer parte do mundo. É um celular da companhia telefônica de Beirute. O Líbano tem um excelente sistema de comunicação. A internet atrapalha o jornalista. Com o Google, ao invés de ir direto a fonte, você lê o que fulano escreveu sobre o que sicrano disse que alguém disse. É um jornalismo digressivo."
Fisk: Nem internet, nem e-mail. Uso intensamente apenas o celular. As pessoas me acham qualquer hora em qualquer parte do mundo. É um celular da companhia telefônica de Beirute. O Líbano tem um excelente sistema de comunicação. A internet atrapalha o jornalista. Com o Google, ao invés de ir direto a fonte, você lê o que fulano escreveu sobre o que sicrano disse que alguém disse. É um jornalismo digressivo."
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joice
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12:14 am
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Labels: blog do mosca, blog do tas, bravo online, flip, literatura, o biscoito fino e a massa, robert fisk, will self
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