Monday, April 30, 2007

sobre o tempo




















nada como um feriado na terça para abalar a estruturação da contagem do tempo, semanalmente falando.

agora ao pensar e escrever isto lembrei de um livro interessantíssimo e intrigante do norbert elias que li há alguns anos sobre essa coisa da contagem do tempo.

em sobre o tempo, ao apresentar uma investigação minuciosa das formas de ver, sentir, viver, experienciar o tempo ao longo do próprio tempo, norbert elias refere-se ao tempo como sendo algo socialmente construído e aprendido, não existindo, portanto, em si mesmo. sem dúvida o autor no mínimo oferece uma perspectiva interessante para se pensar a respeito, mesmo que não haja muito o que fazer, afinal, de um jeito ou de outro, o poderoso chronos devora mesmo todos os seus filhos..

agora com licença que vou ali tomar umas no pássaro azul - meu boteco preferido. pelo nome já dá pra perceber que é um lugar daqueles que não precisa pagar pra entrar, o que pra mim é sempre uma boa referência, não pelo pagar ou não em si, mas pelo significado disto. aliás, o pássaro é um lugar em que a pessoa não precisa nem entrar, muito menos pagar para..
inté e bom feriado aos que por aqui passarem.

12 comments:

Joan said...

O tempo volta-se mais cruel quando o vês na forma de Chronos. Deve ser verdade que o tempo o devora tudo, apesar de algumas lembranças que se resistem, aí escondidos em algum lugar da memória... um saúdo

Léo Martin said...

o que eu acho interessante é que o tempo passa diferentemente dependendo da distancia entre si e o centro da Terra: satélites em órbita têm que ser ajustados freqüentemente para ficarem sincronizados com a hora aqui 'embaixo'...

joice said...

gracias, joan. é algumas coisas resistem, ao menos por algum tempo :)

joice said...

oi, léo. este teu comentário me lembrou agora daquelas teorias sobre a "terra oca" que ganharam fôlego novamente nos anos 1970 quando foram divulgadas umas fotos de satélite que mostravam um imenso buraco onde deveria estar o pólo norte. a teoria incluia a existência de uma "civilização superior" (supostamente ovni's) que habitaria o interior da terra.. meu conhecimento sobre a teoria da "terra oca" não vai muito além disso. mas agora teu comentário me fez imaginar que se fosse verdade mesmo então como seria isso da passagem do tempo no interior da terra??

saliel said...

Devora, joice, devora.
E mesmo que não existe, depois que ele passar, não vai sobrar átomo sobre átomo.

Esse botequim me lembra Paul McCartney ...

Divirta-se,
--saff

joice said...

Paul McCartney então, saff...
canta um pedacinho? :)

Léo Martin said...

ah, esquece a historia do centro da terra, nao era o principal da minha ideia... mas pensa nisso: sera q o tempo passa igual nos polos e no equador???

btw eu respondi la no meu blog o lance das linguas...

saliel said...

Ha!

I'm a bluebird hmmm yeah yeah ..

:-)

--saff

joice said...

ok, não vamos devanear nisto de terra oca então :)
não sei, léo. mas é certo que a percepção da passagem do tempo se dá de forma completamente diversa.

joice said...

obrigada, saff..
vc canta bem. canta mais vai.. :)

vou até tratar de 'abaixar' a música que me deixaste curiosa pra ouvi-la.

Tondo Rotondo said...

Num pas de ocasiões tive a oportunidade de contemplar ao vivo este quadro de Goya. Realmente Goya pintou um sentimento que perdura no mundo, com tanta injustiça. Agora já não é saturno, já não são os deuses somos nós que nos devorámos a nós. Como decia Hobbes "Homo homini lupus est", cita com a que não estou deacuerdo ao 100% já que existe esperança... CLARO

joice said...

sim, existe, Tondo, mas certamente também é verdade que assumimos este papel de devorarmos a nós mesmos e de todas as formas possíveis. ou sabe-se lá quantas mais ainda inventaremos.